Como tomar vitamina D: quanto por dia e a que horas?
Quanta vitamina D tomar por dia, como converter µg em UI, qual o limite máximo e a que horas tomar o suplemento. As referências da DGS e da EFSA explicadas.

A EFSA indica para adultos uma ingestão de 15 µg (600 UI) de vitamina D por dia, somando alimentação e suplementos. A DGS recomenda um suplemento de 400 UI por dia a todos os bebés até aos 12 meses. O limite máximo para adultos é de 100 µg (4000 UI) por dia. O suplemento pode tomar-se a qualquer hora, de preferência a uma refeição com alguma gordura.
Quanta vitamina D se deve tomar por dia?
Os valores de ingestão de referência usados em Portugal são os da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e referem-se ao total que obtém da alimentação e dos suplementos. A norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a vitamina D trata sobretudo da prevenção e do tratamento da deficiência: indica um suplemento de 400 UI por dia para os bebés até aos 12 meses e, nos adultos com deficiência confirmada, prevê que o médico receite 600 UI por dia até aos 70 anos e 800 UI a partir dos 70.
| Grupo | Ingestão adequada por dia | Limite máximo por dia |
|---|---|---|
| Bebés até aos 12 meses | 10 µg (400 UI) como suplemento diário, segundo a DGS | 25 µg (1000 UI) até aos 6 meses; 35 µg (1400 UI) dos 7 aos 11 meses |
| Crianças dos 1 aos 10 anos | 15 µg (600 UI) | 50 µg (2000 UI) |
| Adolescentes dos 11 aos 17 anos | 15 µg (600 UI) | 100 µg (4000 UI) |
| Adultos, incluindo a partir dos 70 anos | 15 µg (600 UI) | 100 µg (4000 UI) |
| Grávidas e mulheres a amamentar | 15 µg (600 UI) | 100 µg (4000 UI) |
A ingestão adequada da EFSA foi calculada para quando a pele produz pouca ou nenhuma vitamina D. Quem apanha sol precisa de menos pela alimentação. Não é um mínimo obrigatório para todos os dias, nem uma meta a ultrapassar.
Como converter µg em UI?
A vitamina D aparece nos rótulos em microgramas (µg) ou em unidades internacionais (UI). A conversão é simples: 1 µg = 40 UI.
- 10 µg = 400 UI
- 15 µg = 600 UI
- 20 µg = 800 UI
- 25 µg = 1000 UI
- 50 µg = 2000 UI
- 100 µg = 4000 UI
Confundir as duas unidades é uma das causas mais comuns de doses excessivas. Antes de comprar ou combinar produtos, confirme sempre a unidade no rótulo.
Porque é que há suplementos de 2000 UI e de 4000 UI?
Muitos suplementos contêm mais do que a ingestão de referência. Uma dose de 2000 UI (50 µg) é mais de três vezes os 15 µg de referência para adultos, mas fica em metade do limite máximo. Uma dose de 4000 UI (100 µg) atinge sozinha o limite máximo para adultos, que é também a dose máxima diária indicada na norma da DGS. A norma considera admissíveis, quando necessárias, doses de 1000 UI a 4000 UI por dia.
Nenhuma destas dosagens é "melhor" do que as outras: são opções diferentes. O que importa é que o total de todos os suplementos não ultrapasse 100 µg por dia, e que as doses mais altas se usem com conhecimento do médico se toma outros produtos com vitamina D.
Qual é a melhor hora para tomar vitamina D?
Não há uma hora do dia que seja claramente melhor. Como a vitamina D é lipossolúvel, é habitual tomá-la a uma refeição que contenha alguma gordura, como o pequeno-almoço ou o almoço. Mais importante do que a hora é a regularidade: escolha um momento que não esqueça.
Se também toma magnésio, pode tomá-los juntos. Veja Qual a melhor hora para tomar magnésio?
Pode tomar-se vitamina D uma vez por semana ou por mês?
Sim, quando é o médico a receitar. Existem medicamentos de vitamina D em doses semanais ou mensais, usados sobretudo para tratar uma deficiência confirmada ou quando é difícil cumprir uma toma diária; a norma da DGS considera os esquemas diários e semanais igualmente eficazes e seguros. Com suplementos alimentares, a toma diária é o habitual.
Não junte por conta própria várias doses diárias numa só toma, nem combine uma dose mensal receitada com um suplemento diário sem falar com o médico.
Quanto tempo demora a vitamina D a fazer efeito?
Os níveis de vitamina D no sangue sobem devagar, ao longo de semanas a meses. Por isso, quando é necessária uma análise de controlo, a norma da DGS indica fazê-la quatro meses após o início do tratamento, e apenas em casos específicos, como a má absorção intestinal ou a toma de medicamentos que interferem com a vitamina D.
Não espere sentir uma diferença no dia a dia. O papel da vitamina D na manutenção de ossos normais e do normal funcionamento muscular não é algo que se note de uma semana para a outra.
É preciso tomar vitamina D no verão?
Depende. Quem passa tempo ao ar livre com a pele exposta produz a maior parte da vitamina D de que precisa entre a primavera e o fim do verão, e nesses meses um suplemento faz menos diferença. Tomá-lo durante todo o ano também não é um problema, dentro dos limites. Quem tem fatores de risco, ou a quem o médico receitou vitamina D, deve manter a toma durante todo o ano. Veja quem são os grupos de risco em Falta de vitamina D.
Perguntas frequentes
Posso tomar 5000 UI de vitamina D por dia?
5000 UI correspondem a 125 µg, acima do limite máximo de 100 µg por dia para adultos. Doses destas só fazem sentido por indicação e com acompanhamento médico. Veja Excesso de vitamina D.
A vitamina D deve ser tomada em jejum?
Não é necessário. Como é lipossolúvel, a vitamina D costuma tomar-se a uma refeição com alguma gordura. Siga as indicações do rótulo ou do médico.
Se me esquecer de uma dose, devo tomar duas no dia seguinte?
Não. Retome a toma habitual no dia seguinte. Uma dose esquecida de vez em quando não faz diferença, porque o organismo tem reservas de vitamina D.
A alimentação conta para o total diário?
Sim. O limite de 100 µg refere-se a todas as fontes, mas na prática a alimentação raramente fornece mais do que alguns microgramas por dia. O risco de exceder o limite vem quase sempre dos suplementos.
Fontes
- Direção-Geral da Saúde – Norma n.º 004/2019, Prevenção e Tratamento da Deficiência de Vitamina D
- EFSA – Summary of Dietary Reference Values (ingestão adequada de vitamina D)
- EFSA – Summary of Tolerable Upper Intake Levels (limite máximo de vitamina D)
- EFSA – DRV Finder (valores de referência dietéticos)
- Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo – Défice de vitamina D



